3.12.08

Sai o Coleciona 4

O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Para nós, a oportunidade de criar e compartilhar o COLECIONA é o retrato de uma grande realização para toda a equipe.

A melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio de nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanharam em nossa caminhada por todo ano de 2008. Boas Festas.

É com grande prazer que enviamos o COLECIONA vol. 4 – Fichário d@ Educador Ambiental.


Como acessar o Volume 4 – Ano 1 – Dezembro / 2008:

Acessar: www.mma.gov.br/ea

Clicar do lado direito do monitor a seguinte chamada: Colecione os fichários do Educador Ambiental

Clicar sobre o desenho do COLECIONA ou pelo link:
http://www.mma.gov.br/estruturas/educamb/_arquivos/20_03122008091300.pdf

Indicamos, ainda, o Blog http://coleciona-ea.blogspot.com

1.12.08

Petição de Apoio aos Coletivos Educadores

Está rolando na internet uma forma muito interessante de solicitar apoio e reivindicar direitos, trata-se do petnet-petições.

Por exemplo, você poderá enviar seu apoio aos coletivos educadores, acessando o link abaixo:
http://www.pnetpeticoes.pt/coletivoseducadores/

Não custa nada olhar...

Namaste

6.11.08

Saiu o 3.º número do Coleciona - o Fichário do Educador Ambiental


Já vai no seu terceiro número esta publicação periódica que é da responsabilidade do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Brasil, que tem-se mostrado de ampla divulgação e consulta, e tem como caraterística de destaque dar um espaço importante para o educador ambiental comunicar/ publicitar o que tem feito, suas reflexões, ações, projetos, planejamentos, a fim de contribuir para um processo cada vez mais participativo de proposta de políticas públicas que façam do Brasil e do Mundo um mais justo, atuante e igualitário.

Com seções muito variadas e ricas, possui também um espaço para a cooperação internacional, particularmente nos países lusófonos.

Incentivamos todos os leitores assíduos deste blog que estudem esse fichário, comentem, divulguem e se preparem para também enviar seus relatos, para que o coletivo cresça, quantitativa e qualitativamente!

Encontram-no no link abaixo ou na página do Ministério do Meio Ambiente, Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Educação Ambiental.

http://www.mma.gov.br/estruturas/educamb/_arquivos/20_05112008093214.pdf

Boa leitura!

9.9.08

Seminários Temáticos do SISNAMA

Seminários Temáticos do SISNAMA


AGENDA DA VIDEOCONFERÊNCIA



Seminário II: Arranjos de Participação nas Políticas Ambientais



1. DESCRIÇÃO DO TEMA MENSAL


Tratará sobre conceitos básicos relativos à participação social, abordando os itens:

  1. Política Nacional do Meio Ambiente

  2. Política Nacional de Recursos Humanos

  3. Educação Ambiental

  4. Unidades de Conservação

  5. Agenda 21

  6. Eleições Municipais

  7. Boas Práticas de Participação Popular


2. ENDEREÇO PARA PARTICIPAÇÃO VIA INTERNET (WEBSTREAMING):


http://vcg01.worldbank.org/GDLN/



3. PERGUNTAS DURANTE A VC:


http://ead.mma.gov.br/


Janela: Seminário II


Fórum: Fórum de Discussão – Seminário II


Tópico: Postar aqui as Perguntas durante a VIDEOCONFERÊNCIA - VC 11/09


4. AGENDA

2.1 Data: 11 de setembro de 2008 (quinta-feira)

2.2 Horário: 14:30 às 18:00 h (horário de Brasília)

4.9.08

Relatório de Gestão do Departamento de Educação Ambiental de 2007 a Julho de 2008

Clique na Imagem abaixo para ampliar.



Link na imagem abaixo para baixar o Relatório de Gestão de 2007 a Julho de 2008

8.8.08

Site traz reportagem sobre o Tratado de EA

"A educação ambiental requer a democratização dos meios de comunicação e seu comprometimento com os interesses de todos os setores da sociedade". A recomendação é uma das ações do Tratado de Educação Ambiental Para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global. Difícil, na prática? É um desafio, mas a internet possibilita aproximar a grande imprensa das questões socioambientais.

Um exemplo disso é a publicação da reportagem
Tratado de Educação Ambiental: um Compromisso Pelo (e Para o ) Planeta, no ar no site Planeta Sustentável desde 8 de agosto. Após ver a apresentação de Michéle Sato (da Rede Matogrossense de Educação Ambiental/Remtea) no blog Educom Verde (veja a linda apresentação da Michéle Sato sobre o Tratado, clicando aqui), a editora do Planeta, Mônica Nunes, encomendou a reportagem - que traz depoimentos de Moema Viezzer, Marcos Sorrentino, e da equipe de educação ambiental da Itaipu Binacional, empresa que utiliza o Tratado em sua gestão. A matéria com certeza vai possibilitar que empresários, trabalhadores, pessoas "comuns", tenham acesso a um assunto fascinante e, infelizmente, restrito ao círculo dos educadores ambientais.

Compromisso com a democratização da comunicação e a acessibilidade à informação socioambiental: isso também é educomunicação!

31.7.08

Seminários Temáticos SISNAMA

Aos Coletivos Educadores, Salas Verdes, CIEAs e Redes de EA,


Temos o prazer de encaminhar este convite (anexo) para os Seminários Temáticos do Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA, que passa a incluir em seu público atores da educação ambiental das unidades federativas.

Seminários Temáticos do SISNAMA é uma iniciativa do Departamento de Coordenação do SISNAMA (DSIS), vinculado à Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (SAIC) do MMA, que ocorre desde 2006. Para o segundo semestre de 2008, um conjunto de cinco seminários abordarão diversos aspectos de um tema transversal único: Fortalecimento das Instâncias de Participação e Controle Social nas Políticas Públicas Ambientais Municipais.

Esta é uma das iniciativas programadas com o intuito de integrar as ações de formação da SAIC, que conta, além do DSIS, com os Departamentos de Educação Ambiental (DEA) e de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental (DCRS).

Solicitamos que, por gentileza, divulguem amplamente entre Coletivos Educadores, Salas Verdes, CIEAs e Redes de EA e, se possível, que animem as discussões que ocorrerão após as videoconferências.

7.7.08

COLECIONA - Fichário d@ Educador Ambiental

Vol. 1 / ano 1 / julho - agosto 2008

O COLECIONA: é um material a princípio eletrônico e bimestral, especializado em informações sobre Educação Ambiental e Educomunicação, que poderá ser consultado gratuitamente no do DEA/MMA – Departamento de Educação Ambiental – e disponível para em formato pdf. A cada dois meses, as pessoas cadastradas receberão eletronicamente em seus emails os textos atualizados.

Após a circulação de alguns exemplares, estes serão avaliados junto ao receptor e as
instituições, organizações e pessoas interessadas receberão um fichário onde esses textos deverão ser arquivados. O objetivo é de que este seja um completo e prático fichário com textos para se pensar e fazer Educação Ambiental, permanentemente atualizado e organizado em seções, possibilitando, assim, a formação de um Banco de Informações sobre tal temática, para consulta pública.

Para tanto, não deixe de se cadastrar para o recebimento das atualizações e de fazer
sugestões.

E que este seja mais um ponto para nossa rede de educador@s ambientais!




24.6.08

Com-Vida em Itanhaém lança blog

Notícia de João Malavolta, do Ecobservatório e Coletivo Educador da Serra do Mar:

Blog educomunicativo é criado para difundir e expressar as ações socioambientais realizadas no programa de Educação Ambiental Braço de Orion 001 na cidade

Após dois meses desde o inicio do programa Braço de Orion 001, que trata da formação de Com-Vida (Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida)

Desde o inicio das atividades nos mês de abril de 2008, oficinas de educomunicação, reencantamento humano e educação ambiental são oferecidas aos 41 aprendizes do programa. Entre os objetivos da Com-Vida estão o de criar na escola espaços dos alunos para os alunos, mobilizar o debate sobre as questões socioambientais da comunidade, além de enraizar práticas participativas em busca da melhoria da qualidade de vida sob os princípios de que “jovem educa jovem” e “jovem escolhe jovem”.

Para expôr as formas e maneiras de como o processo educacional do programa é realizado e incorporado no dia-a-dia da escola o blog Com-Vida Itanhaém foi criado para ser mais uma ferramenta de expressão das ações realizadas em Itanhaém.

No espaço virtual criado será possível acompanhar todo o andamento do programa e trocar informações com outros projetos afins, bem como possibilitar aos navegantes a sugestão de criticas e comentários sobre as formas que a educação socioambiental no Brasil é conduzida.

Entre as inovações que o blog traz está o mural de recados que serve como “janela” criativa para os alunos da Com-Vida postarem comentários e expor suas duvidas junto a equipe técnica do programa.
nas escolas, o programa realizado na EM Maria Aparecida Soares Amêndola em Itanhaém/SP (em atividade na foto), vem se destacando como exemplo de práticas socioambientais participativas na formação de valores sociais entre os alunos.

O Programa de Educação Ambiental – Projeto Braço de Orion 001 é gerido a nível estadual com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC), tomados pela UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas, e em Itanhaém é executado pela Equipe Técnica de Educação Ambiental formada por Técnicos da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes e Departamento de meio Ambiente.

São parceiros estratégicos do Programa a REJUMA – Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade, a REBEA - Rede Brasileira de Educação Ambiental, REPEA – Rede Paulista de Educação Ambiental, REABS – Rede de Educação Ambiental da Baixada Santista, Rede Paulista de Agendas 21 Locais e Rede de Agendas 21 do Litoral Paulista, Carta das Responsabilidades Humanas, Green Map System e GYAN - Global Youth Action Network.

18.6.08

Projeto Quadra Sustentável em Brasília dá exemplo no cuidado com o meio ambiente

Emmanuel Fonseca

Projeto Quadra Sustentável insere a sustentabilidade nas ações da prefeitura e incentiva moradores a fazerem o mesmo.

O que cada um pode fazer para minimizar seu impacto sobre a natureza?

Foi a partir dessa pergunta que começou a ser desenhado o projeto Quadra Sustentável, uma proposta de incluir os princípios da sustentabilidade nas ações cotidianas da prefeitura e dos moradores da quadra SQS 305. A semente foi lançada pelo morador da quadra e consultor ambiental Emmanuel Fonseca. Trabalho com isso, faço a minha parte, mas achei que poderia dar uma contribuição maior estendendo minhas idéias e práticas à comunidade onde moro, diz. Lançado em outubro de 2007, após a eleição da prefeita Maria Helena de Castro, o projeto é uma experiência piloto que busca sensibilizar os moradores para a importância da temática ambiental, mobilizá-los para uma ação conjunta e incentivá-los a mudar hábitos consolidados.



O lema Atitudes simples para um mundo melhor acompanha as ações propostas. Os moradores, aos poucos, percebem que não é nada muito difícil de se fazer. Basta ter consciência e vontade de colaborar, enfatiza Emmanuel. Para viabilizar o projeto, a prefeitura foi buscar apoio.

Apresentamos a proposta ao Conselho Nacional do Sesi, que abraçou a idéia e tornou possível nosso trabalho, explica a prefeita Maria Helena.

A primeira ação foi divulgar o quanto o simples gesto de jogar óleo usado na pia é condenável - um litro do produto contamina um milhão de litros de água. Para incentivar os moradores a adotarem novo comportamento, foram distribuídos galões para armazenar o óleo. Uma empresa que transforma óleo em biodisel vai recolher os vasilhames. Depois foram instaladas por toda a superquadra lixeiras de coleta seletiva, com espaços específicos para descartar papel, vidro, lata e plástico. Sabemos que num primeiro momento nem todos vão respeitar. Funciona como uma ação educativa. Só de estar lá, já indica que existe uma maneira correta de dispensar o lixo, explica Emmanuel.

Em abril, todos os moradores receberam a primeira edição do jornal Folha 305, um boletim mensal que vai acompanhar as ações do projeto Quadra Sustentável. È uma maneira de nos comunicarmos com a comunidade. As pessoas podem até não participar de imediato, mas certamente vão saber o que está acontecendo, explica Daniella Goulart, responsável pela comunicação do projeto. Tudo tem o seu tempo. Primeiro você fica por dentro do assunto, depois pensa em como dar sua contribuição. E, por último, começa a agir. Vamos chegar lá, acrescenta.

O consumo consciente de embalagens também está na pauta do projeto. É sabido que a sacola plástica demora mais de 100 anos para se decompor na natureza. Sendo assim, por que não passar a utilizar sacolas retornáveis nas compras Para incentivar a troca, foram distribuídas sacolas de pano para todos os apartamentos. É só sair de casa com a bolsa. Para as pequenas compras, no supermercado ou na padaria, pode-se dispensar as embalagens plásticas, ensina a prefeita Maria Helena, que atravessa a quadra utilizando sua sacola quando vai à comercial. Preciso dar o exemplo, brinca.

Para que os moradores não se esqueçam qual a forma correta de separação do lixo, foram afixadas em todos os andares, de todos os prédios, placas com dicas sobre o lixo seco e o orgânico. Ainda há muitas dúvidas sobre o que é possível reciclar. Com as placas, incentivamos a separação e lembramos o que pode ou não ser reaproveitado, explica Emmanuel.

E por falar em reaproveitamento, até mesmo o lixo orgânico, como restos de folhas e frutas, tem outro destino que não a lixeira. A prefeitura adquiriu um sistema conhecido como Minhocasa, uma engenhoca simples onde a sobra de comida vira adubo. São três compartimentos. Num se coloca o lixo orgânico, noutro ficam as minhocas e no terceiro fica o adubo produzido por elas, conta Emmanuel. Um dos exemplares foi levado à escola da quadra e deixado lá para que os alunos conheçam o processo. O processo é limpo e simples. Estou mantendo um no meu apartamento. Quem quiser, pode subir para conhecer, diz.

Entre as próximas ações, está a reforma da sede da prefeitura. Vamos transformar o espaço em um núcleo ambiental. Já temos o projeto feito pelo bioarquiteto Sérgio Pamplona, respeitando os princípios da sustentabilidade, diz Maria Helena. A reforma prevê poucos gastos, vamos reaproveitar o máximo o que temos e explorar a iluminação natural, por exemplo, acrescenta.

Outra ação importante diz respeito à economia de água. A individualização dos hidrômetros será incentivada. É idéia corrente que conta paga em conjunto é prato cheio para o desperdício: Se meu vizinho está gastando, por que eu não vou gastar também. Não é assim que se pensa. No meu prédio vamos fazer, com um custo baixo. Descobrimos uma empresa que desenvolveu um sistema que evita a quebradeira e por isso cobra menos pela obra. Gasta-se um pouco agora, mas a compensação vem em seguida, diz a prefeita, que já pagou num único mês mais de R$ 6 mil por uma conta de água do prédio onde é síndica.

Emmanuel Fonseca - Consultor ambiental
Esfera Comunicação e Sustentabilidade - 61-9805-0277

A Esfera representa as empresas:
- Mais Projeto Corporativos (www.maisprojetos.com.br)
- CarbonoNeutro (www.carbononeutro.com)

16.6.08

Para falar de meio ambiente com as crianças

Postado no blog Educom Verde:

Despertar o prazer pela leitura e, ao mesmo tempo, passar uma mensagem positiva sobre a natureza, também com prazer. Isso é possível? Para o músico Tino Freitas, do projeto
Roedores de Livros, com certeza...

"Dia desses recebemos o convite da Débora Menezes, que cuida com muito carinho do blog
Educom Verde, para escrevermos sobre Literatura Infantil, convidando os educadores ambientais a promover a educação ambiental por meio da leitura. Vale à pena explicar que o nosso projeto, o Roedores de Livros, oferece a um grupo de crianças no entorno de Brasília o contato com os livros. Acreditamos que o contato com a Literatura Infantil é uma importante ferramenta não só para estimular a fantasia - e com isso a criatividade – mas também para formarmos cidadãos com um melhor preparo para enfrentar o mundo real.

No projeto
Roedores de Livros não temos uma preocupação didática e a “moral da história” fica a cargo de cada leitor/ouvinte. Mas não pense que no campo da fantasia não existem livros que falem sobre educação ambiental. Por isso, escolhemos três histórias que gostamos muito e convidamos a todos, professores ou não, a descobrir o que estes livros podem oferecer, além de um mundo fantástico. Leiam para si, para seus filhos, para seus alunos. Compartilhem o que a Literatura Infantil pode oferecer de melhor para um adulto: a oportunidade de dividir seu tempo com uma criança.

Veja – e leia – as dicas!

Rosalina, A Pesquisadora de Homens
(Texto e fotos de Bia Hetzel, Ilustrações de Graça Lima, Editora Manati)
É um clássico. Mistura realidade e ficção sem ser enfadonho, cansativo. A personagem que dá título ao livro é uma baleia-jubarte que fala sobre a sua espécime e as atitudes do homem para com as baleias. Há momentos de extrema criatividade como quando Rosalina descreve seu primeiro encontro com os homens: “eles eram esquisitos, com quatro nadadeiras, como uma tartaruga sem casco”. No meio do livro, um fato real: o encalhe de uma baleia-jubarte no litoral do Rio de Janeiro em 1991.

É claro que nesta relação homem x baleias não podiam faltar arpões e vazamentos de petróleo no mar, porém Bia Hetzel deixa espaço para ações de preservação citando o trabalho do Instituto Baleia Jubarte. Parece incrível que uma história possa ficar boa com tanta informação, não é, mesmo? Mas Rosalina, a pesquisadora de homens consegue informar sem didatismo, numa história que encanta o leitor. O projeto gráfico também é primoroso. Mistura fotos da autora com ilustrações da premiadíssima Graça Lima.

Em determinado momento, foto e ilustração se combinam numa mesma página. Lindo de se ver. No fim do livro, depois de contar a história, a autora dedica duas páginas para falar sobre Rosalina, a verdadeira, lixo flutuante e baleias-jubarte. Este livro também recebeu o selo “Altamente Recomendável para Crianças” da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).

Tem um cabelo na minha terra
(texto e ilustrações de Gary Larson, Cia das Letrinhas)
É, antes de tudo, um livro muito engraçado. Uma família de minhocas (pai, mãe e filho) jantam em casa quando o pequeno minhoco encontra um cabelo na terra que comia. Ele acha tudo aquilo o fim da picada: “Estamos debaixo de todo o mundo! Somos o último escalão da cadeia alimentar! Comida de passarinho! Isca para pescaria! Que vida é essa, me digam! Nunca saímos para nadar, para acampar, para uma caminhada, nada! (...) E além do mais, eu já ia esquecendo, comemos terra! Terra no café da manhã, terra no almoço, terra no jantar! Terra, terra, terra! E agora, ainda por cima, vejam só! Aparece um cabelo na minha terra! O insulto final – não agüento mais! Detesto ser minhoca!”.

Papai minhoco resolve, então, contar a história de Benedita, uma linda donzela que vivia numa floresta e que se encantava com a magia da natureza. Durante um passeio, a tal Benedita vai se encantando com a natureza ao redor, enquanto o senhor minhoco, narra todos os equívocos daquele encanto superficial, oferecendo ao leitor um choque de realidade. Tudo com muito humor.

No final, o pequeno minhoco percebe que amar a natureza não é o mesmo que entender a natureza. Que o mundo natural é feito de conexões e que as minhocas também tinham sua importância para o bom funcionamento do todo. As ilustrações também trazem o bom humor do texto. Por exemplo, na sala de jantar das minhocas, a terra está servida em pratos, acompanhados de talheres. Gary Larson conta uma história divertida, inusitada que oferece caminhos para ensinar ao leitor sobre preservação do meio ambiente.

A árvore generosa
(Texto e ilustrações de Shel Silverstein, Cosac & Naify)
Carrega consigo o encanto das histórias eternas. Depois que a gente lê, quase sem querer, a guardamos na memória, na gaveta onde estão Chapeuzinho Vermelho e o Patinho Feio. Simples e belo. Encantador. Acompanha a relação de amizade entre uma árvore e um homem desde a sua infância, passando por sua juventude até a velhice. Sendo a árvore um símbolo da Natureza, e o personagem-homem comparado a todos nós, fica óbvia a relação em que para tudo usamos da natureza que gentilmente nos oferece diversão, casa, trabalho e descanso, sem exigir nada em troca.

O livro não fala das conseqüências desta amizade, pois o mais importante ali é mostrar a generosidade da árvore-natureza. Mas alerta, nas entrelinhas, para que nós saibamos desfrutar da vida com mais responsabilidade, afinal, somos filhos queridos da mãe-natureza. Somos?!"

10.6.08

Notícia do blog do Coletivo Jovem pelo Meio Ambiente em Mato Grosso:
Uma pequena e frágil semente alada flutua ao sabor do vento... Esta semente é símbolo da esperança e por onde passar, ela a levará, e onde germinar, fará com que muitas outras esperanças nasçam e floresçam. Assim, o I Encontro da Juventude pelo Meio Ambiente de Mato Grosso, que acontecerá em Tangará da Serra - MT- Brasil, entre os dias 23 a 26 de julho de 2008, é uma semente que se lança da esperança, esperança de construirmos coletivamente um Mato Grosso, um Brasil e um mundo sustentável.

Programação
23/07 - quarta-feira:
7h30-14h: Credenciamento e entrega de materiais
1h45-13h30: Almoço 15h: Abertura, Apresentação Cultural e Apresentação Geral
20h-22h: Sarau Mato-grossense

24/07 - quinta-feira:
5h30-6h15: Alongamento
6h-7h15: Café da manhã
7h30-9h30: Eixo de Formações: Educação Ambiental, Educomunicação, Empreendedorismo, Fortalecimento Organizacional e Participação Política
Intervalo
9h45-11h45: Eixo de Formações
11h45-13h30: Almoço
13h30-15h45: Eixo de Formações Intervalo
16h-18h: Eixo de Formações
20h-22h: Cultural: Caça ao Tesouro e Cinema Ambiental

25/07 - sexta-feira:
5h30-6h15: Alongamento
6h-7h15: Café da manhã
7h30-9h30: Eixo de Formações (encerramento)
Intervalo
9h45-11h45: A juventude pelo Meio Ambiente aprendendo com outras gerações: Palestra com Vavá Bertholine (UFMT) e Oberdan Lira (SES/MT)
11h45-13h30: Almoço
13h30-15h45: Grupo de Discussão (GD): A juventude e os Dilemas Socioambientais em MT - enfrentando os problemas...
Intervalo
16h-18h: GD (continuação) - propondo soluções!!! 20-22h: Cultural - Arraiá da Juventude, dança quem qué!!!
26/07 - sábado:
5h30-6h15: Alongamento
6h-7h15: Café da manhã
7h30-15h45: Oficinas e Vivências (com pausa para intervalo e almoço)
16h-18h: Avaliação do Encontro e Encerramento

Oficinas:
- Agroecologia
- Educação Ambiental Lúdica
- Foto na lata
- Pintura Corporal
- Racismo Ambiental
- Reciclagem & Arte
- Sabão de óleo vegetal
- Teatro

Vivências:
- em um Aterro Sanitário*
- em uma Estação de Tratamento de Água*
- em um local de extração de minérios/areia*-
- em um Parque Municipal*
- na Reciclata*
- no Viveiro Municipal*
(* A confirmar)

As oficinas buscam ensinar algo prático, quem participar delas irá aprender a construir algo relacionado às suas temáticas. Quanto às vivências, como o próprio nome diz, buscam fazer com que seus participantes vivenciem uma realidade diferente das suas. É bom escolherem bem, pois as oficinas e vivências serão simultâneas, ou seja, você só poderá fazer uma oficina ou uma vivência!

Como participar?
Se interessou pelo encontro? Esperamos que sim! Para participar é só se inscrever, a seguir o passo a passo para a inscrição:
- Solicite ficha de inscrição pelo e-mail downloadinscricaoejma@hotmail.com, ou então faça o download no site da UFMT.
- Após preenchê-la, a envie para o e-mail: inscricaoejma@hotmail.com.
- Efetue o pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 15,00, em nome de Abel Rodrigues Pereira: Conta 00003576-1 Variação 013 (poupança) Agência 0686 da Caixa Econômica Federal.
- Após realizar o depósito, envie o comprovante de pagamento escaneado para o mesmo e-mail em que enviou sua inscrição (passo 2). Caso não seja possível, envie por fax (65 – 3615 8440) ou por carta para a Caixa Postal 6081, AC CPA II, CEP 78055-970 Cuiabá/MT.5. Aguarde um e-mail retorno confirmando sua inscrição no Encontro.

O que a inscrição garante?
A sua incrição garantirá a sua participação no encontro com direito aos materiais e certificado do mesmo, mais alimentação e hospedagem na escola, e a escolha de que oficina ou vivência quer participar.Onde será e como faço para ir?

Onde é o encontro?
Então galera, nosso encontro será realizado na escola agrícola municipal Ulisses Guimarães, que fica na estrada do Mutum - KM 15, na cidade de Tangará da Serra-MT. Nós já conseguimos um ônibus com 35 lugares para irmos para lá, assim quem se interessar, após efetuar a inscrição pode falar sobre isso conosco.
Como é lá, o que eu devo levar?
Todo o encontro acontecerá dentro da escola (apenas as vivências que serão realizadas no último dia acontecerão fora da mesma), assim quem for ao encontro deverá levar colchonete ou barraca para poder posar na escola. Em breve escreveremos um manual orientador do que os participantes deverão levar para o seu bem-estar.

Haverá certificado, mas não contaremos com momentos para apresentação de trabalhos.

Apoios: Click Identidade Visual
Grupo Pesquisador em Educação Ambiental (GPEA)
Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Tangará da Serra
Secretaria de Estado de Educação - Governo Estadual de Mato Grosso (SEDUC)
Rede Mato-grossense de Educação Ambiental (REMTEA)
Universidade Federal de Mato Grosso: Pro-Reitoria de Vivênvia Acadêmica e Social (PROVIVAS) e Instituto de Biociências

29.5.08

Coeduca, de Campinas, participa de evento sobre sustentabilidade

O Coeduca - Coletivo Educador Ambiental de Campinas (interior de SP) participa, até 31 de maio, do Sustentar, um evento em Campinas criado para sensibilizar e mobilizar pessoas sobre a questão da sustentabilidade na região. Além da presença de Sandro Tonso (Ceset-Unicamp) no Congresso Internacional Para o Desenvolvimento Sustentável, falando sobre o papel dos Coletivos Educadores, o evento inclui ainda uma feira de produtos e projetos para o desenvolvimento sustentável – onde o Coeduca irá expor painéis sobre o trabalho desenvolvido na região metropolitana de Campinas e uma "trilha dos sentidos", com sons e aromas para sensibilizar e despertar o público para questões socioambientais.

A equipe do Coeduca estará até o dia 31 na feira, localizada no Centro de Convivência de Campinas (Praça Carlos Gomes, s/n, Cambuí). Se você mora na região, apareça!

26.5.08

Agenda 21 e Juventude

Em reconhecimento ao diálogo estabelecido com as ações do Departamento de Educação Ambiental, o programa Agenda 21 do MMA solicitou que fosse divulgada a versão em PDF da segunda edição da revista "Agenda 21 e Juventude".

Esta revista foi lançada neste mês, após a I Conferência Nacional de Juventude, e descreve experiências que os jovens vem construindo sobre a temática da Agenda 21 e sustentabilidade em todo o Brasil .

Conforme expresso na própria apresentação da revista, a intenção é "intensificar o processo e o debate sobre a sustentabilidade do planeta!"



19.5.08

Vídeo Areia Grande: construção intencional da miséria em Casa Nova



Comecei a escrever um texto para este blog, o que ainda farei, mas no meio do caminho me chegou o relatório da minha aluna Celly, que participou da viagem. Emocionei-me com o texto dela e decidi compartilhar com vocês,

Luiz Ferraro

RELATÓRIO DA EDUCADORA AMBIENTAL CELIANE SANTIAGO

Realidade encontrada: Peço aqui uma licença poética para expressar meu olhar e sentimentos sobre esta ida a campo.

Chegamos a Casa Nova, município a 60 km de juazeiro, norte do meu estado, Bahia. Conheci Valério um jovem mais novo que eu quase nada, alto, magro, trazia um boné na cabeça, as marcas do sol da caatinga e uma leveza ao falar que me encantou. Seu companheiro e primo, Bartolomeu, olhos de índio, tranqüilo, mas que a qualquer momento tudo pode mudar. Fomos visitar a área que fica entre os povoados de melancia, Salinas da Brinca, Jurema e Riacho Grande. Na verdade, estes povoados circundam esta imensa área de fundo de Pasto.

Quando chegamos comecei a perceber a movimentação dos que eles chamam de pistoleiros e eu de bandidos. Esfriou-me a espinha, mas eu confiava nas pessoas que ali comigo estavam, afinal três homens. Fomos conversando no carro e de repente logo após uma pequena subida da estrada de chão batido que levanta uma nuvem empoeirada atrás do carro, vislumbrei o que para mim só existia de ouvir falar e na minha imaginação. Uma paisagem de não sei quantos metros de cima a baixo do sol, só de caatinga. As plantas se confundiam entre si, tal a densidade da mata. Como Valério disse que a chuva esse ano chegou atrasada, estava tudo verdiado, muitas flores e cheiros, muita vida pulsando ao nosso redor, tanto que por inúmeras vezes senti vontade de abandonar os companheiros e me misturar àquela paisagem e me perder dentro da floresta. Porque era o que eu via, uma imensa e exuberante floresta de caatinga e paradoxalmente de solo arenoso.

A cada metro que entrávamos, lindas paisagens se abriam para nós e eu tinha vontade de guardar tudo no meu peito e de ter mais olhos e mais narizes e mais corações para nunca mais esquecer.

Valério foi me contando dos conflitos e das angústias que eles estavam vivendo, eu compreendia, me surpreendia com a sua narração, com a brutalidade e violência que aquele povo estava sofrendo. Mas eu ainda só tinha a impressão desses sentimentos pela energia que Valério me passava na sua fala e pela minha imaginação que construía a cada informação o que era aquela realidade.

Chegamos depois de mais de hora, onde o rastro da destruição tinha passado, uma casa demolida, que me causou o primeiro impacto da realidade dos fatos. Alguns metros mais a frente chegamos a “casa” de seu José. A esposa com olhar de desesperança, nos recebeu meio desconfiada, mais sempre amigável e amável a seu jeito. O cenário era estarrecedor, a casa que tinham construído estava no chão, eu observava seu José contando que acabara de comprar um guarda-roupas que lhe custou cerca de oitocentos reais que também foi abaixo.

Tinham montado ali mesmo, na sombra de um Juazeiro, um improviso do que seria uma cozinha. Uma mesa de madeira quadrada com vários utensílios amontoados, e alguns bancos de madeira. Quando chegamos, ela estava lavando pratos e continuou. Os seus três filhos, dois meninos e uma menina, estavam a brincar e eu naquele momento não sabia o que fazer. Acho que foi o quadro mais triste que já presenciei. Foi uma mistura de revolta, impotência, solidariedade e tristeza. Não consegui sair de perto das crianças, e eles nem imaginam que eu precisava daquela leveza e alegria de criança que tinham. A menina, de seus cinco anos, trocando os dentes, estava com uma janela enorme na boca, o que deixava seu sorriso muito mais iluminado. Tão doce e meiga, uma flor da caatinga, forte, mas com o mel das abelhas dentro de si. Foram o meu consolo, foi onde pude encontrar um pouco de alegria no meio daquela tristeza imensa que sentia.

Seu José, simpático, pequeno e forte, trazia um chapéu de couro na cabeça. Nos contou o ocorrido, que estava ali para lutar, sempre com um sorriso no rosto, muito amável inclusive com os rebentos. Toda sua propriedade havia sido destruída, as cercas, a casa, as caixas de abelha, tudo no chão, destruído com toda crueldade que o ser humano é capaz de ter. Mas ele não arreda o pé, já havia reconstruído uma parte do cercado para separar os cabritinhos recém nascidos, fui vê-los, e neste momento já não conseguia mais segurar tudo aquilo dentro de mim e encontrei Ferraro com os olhos vermelhos e desabei, solucei, mas tive que controlar um pouco o que sentia porque eu queria levar um pouco de coragem e alegria aquela família tão bonita. A esposa de seu José nos ofereceu a única coisa que podia, paçoca de gergelim, foi uma das coisas mais gostosas que já comi, mas tive que fazer um esforço danado para aquilo descer na minha goela, porque eu tinha um nó maior que minha garganta. Que ainda está aqui e não tem me deixado dormir direito.

Quando me despedi, senti que já não poderia ser a mesma. Recebi esta paulada na cabeça e no coração como um remédio amargo para minha vontade de fazer as coisas. Foram tantas as energias e tão diversas que ainda as tenho em mim e não as quero perder. E a partir daquele momento eu me sinto responsável por aquilo tudo e eu tenho a imensa necessidade de tentar na medida do meu possível, ajudar. É isso que quero e que me fará feliz.

Este texto foi escrito na manhã do dia 10/05.
Celiane Santiago

16.5.08

Link do SACE

Correção do link do SACE para teste pelos coletivos:

http://dsvsis.mma.gov.br/applications/coletivos/index.php

SACE

SACE - Sistema de Acompanhamento de Coletivos Educadores

14.5.08

Apresentação do Sistema de Acompanhamento dos Coletivos Educadores - SACE

No dia 16 de maio de 2008 o Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente- DEA/MMA, estará promovendo no Ambiente de Debates Interativos - ADI um espaço para apresentação do Sistema de Acompanhamento dos Coletivos Educadores – SACE.

Este sistema vem sendo construído desde 2006 em parceria com a Coordenação Geral de Tecnologia e Informação - CGTI/MMA a fim de atender a uma grande demanda dos próprios Coletivos Educadores, do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental e de educadoras e educadores ambientais em todo o país. O sistema permitirá que seja feita uma socialização detalhada das atividades desenvolvidas pelos Coletivos Educadores, suas formas de organização e captação de recursos, além de possibilitar que os educadores ambientais populares formados com esses Coletivos sejam conhecidos por todos que tiverem interesse.

O SACE depende, entretanto, da disponibilização de informações pelos próprios Coletivos Educadores, assim, é de extrema importância que todos os grupos conheçam bem o sistema e possam esclarecer suas dívidas. Por essa razão, estaremos realizando esse encontro no ADI.

O ADI é um ambiente interativo do Ministério da Educação na internet que proporciona maior interatividade, onde cada Coletivo poderá assistir a apresentação, enviar dúvidas que poderão ser respondidas na mesma hora pela equipe do DEA e experimentar a utilização do SACE.

O horário do ADI será das 14h30 às 17h, com a participação da equipe técnica responsável. Todos os interessados poderão participar do debate, enviando perguntas através da página http://adi.proinfo.mec.gov.br que serão respondidas ao vivo. Para acompanhar as transmissões ao vivo é necessário ter um navegador com o plugin Windows Media Player instalado.


Entre e participe!


Departamento de Educação Ambiental - DEA/MMA



Obs: O título da Notícia ao ser clicado remete diretamente ao site do ADI.PROINFO

Marina Silva pede demissão do Ministério do Meio Ambiente

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, entregou carta de demissão nesta terça-feira (13) segundo assessoria, que não revelou os motivos pelos quais ela decidiu deixar o cargo. O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, e o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Bazileu Margarido, também estão demissionários, informou uma fonte do governo. Ainda nesta terça, o Conselho de gestão do Ibama deve se reunir para discutir a transição no comando do Meio Ambiente.

A saída do Planalto ocorre cinco dias após o lançamento do Plano Amazônia Sustentável (PAS). Na solenidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o ministro extraordinário do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE), Roberto Mangabeira Unger, seria o coordenador do PAS, mas fez uma brincadeira com Marina: "Dilma, eu disse que você é a mãe do PAC. Ninguém como você, Marina, para ser a mãe do PAS. De mãe em mãe, vocês percebem que estou criando a nova China aqui."

Marina está à frente do ministério desde o primeiro mandato de Lula. Sua saída põe fim a um processo de desgaste que se acentuou no ano passado, quando o atraso na concessão de licenças ambientais pelo Ibama foi apresentado como o grande vilão para o não andamento de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Marina chegou a protagonizar disputas com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o próprio Lula fez críticas públicas à área sob seu comando quando a falta de licenças atrasou o processo de leilão das usinas do Rio Madeira.

Sob forte bombardeio desde então, a ministra mantinha suas convicções em eventos públicos. Ainda na última segunda, durante lançamento do Programa Brasileiro de Inventário Corporativo de Gases de Efeito Estufa, a ministra teve a coragem de criticar a menina dos olhos do governo Lula, o investimentos em biocombustíveis: "o Brasil não quer ser a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) dos biocombustíveis(...) Queremos dar nossa contribuição em relação aos biocombustíveis, mas observando nossa capacidade de suporte. E de forma que não comprometa a segurança alimentar nem a questão ambiental", chegou a dizer Marina à Agência Brasil. "Nossa economia depende 50% da nossa biodiversidade. Quem destruiria sua galinha dos ovos de ouro?", indagou em Brasília.

Marina reassume sua vaga como senadora no lugar de Sibá Machado (PT-AC), que é seu suplente e ocupava o cargo desde que a ministra assumiu o posto em 2003. O Palácio do Planalto ainda não confirma a informação.

Trajetória - Marina tem uma trajetória muito parecida com a de Lula. Nascida em 1958, na "colocação" (espaço explorado por uma família dentro do território do seringal) Breu Velho, no Seringal Bagaço, a 70 quilômetros de Rio Branco, capital do Acre, trabalhou como empregada doméstica e alfabetizou-se pelo antigo Mobral. Após fazer o supletivo, aos 26 anos formou-se em História pela Universidade Federal do Acre. Em 1985, ela filiou-se ao PT e passou a participar das Comunidades Eclesiais de Base, de movimentos de bairro e do movimento dos seringueiros.

Em 1984, foi fundadora da CUT no Acre, que teve Chico Mendes como seu primeiro coordenador, com Marina atuando como vice-coordenadora. Nas eleições municipais de 88 foi a vereadora mais votada em Rio Branco e conquistou a única vaga de partidos de esquerda na Câmara Municipal. Em 1990 candidatou-se a deputada estadual e foi novamente a mais votada. Marina Silva foi eleita pela primeira vez para o Senado em 1994. Na época, aos 36 anos, foi a senadora mais jovem da história da República. Em 2002 foi reeleita com uma votação quase três vezes superior à anterior. (Fonte: Estadão Online)

12.5.08

Enquete: após a III CNMA, como ficamos?

Como os coletivos e os educadores ambientais podem estimular a implementação das deliberações aprovadas de educação ambiental? Deixe a sua resposta na forma de comentário e ajude o DEA/MMA a avançar nas políticas públicas de EA!

Perguntas e respostas sobre o aquecimento global

O IPAM acaba de lançar uma cartilha Perguntas e Respostas sobre o Aquecimento Global, com as principais questões relacionadas às mudanças globais, desde seus fundamentos até políticas públicas que estão em discussão para mitigar seus efeitos. São 32 perguntas e respostas sobre o tema, que vão do que é o aquecimento global e gases de efeito estufa a informações sobre a Convenção do Clima e o Protocolo de Quioto, passando por questões como o papel do desmatamento nas mudanças climáticas e a legislação brasileira sobre o assunto. Além disso, a publicação traz um glossário e bibliografia sobre o tema.

Os autores são Erika de Paula Pedro Pinto, Paulo Moutinho e Liana Rodrigues, com projeto gráfico e editoração eletrônica de Vera Feitosa e ilustrações de Maclei Souza, Fabrício Piani, Bernardo Buta, Cássio Costa e Laura Dietzsch. A cartilha é gratuita e pode ser adquirida em formato impresso, através de solicitação ao IPAM (através do telefone 061-3349-3698), ou em formato digital (em alta e baixa resolução), na Biblioteca do site Clima e Desmatamento.

No prefácio do livro, o físico Paulo Artaxo, um dos cientistas do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU), diz: "O modelo de desenvolvimento utilizado por nossa sociedade nos últimos 150 anos e disputas entre países desenvolvidos e em desenvolvimento estão no cerne desta questão. O Brasil tem um papel muito importante, pelas suas vantagens estratégicas (abundância de hidroeletricidade, programa de biocombustíveis em larga escala, recursos de energia solar e eólica importantes, Amazônia etc.), mas precisamos urgentemente controlar o processo desordenado de ocupação da Amazônia, pois o pior uso que podemos fazer deste riquíssimo ecossistema é queimá-lo, transformando sua rica biodiversidade em gases de efeito estufa. Esta é uma tarefa de todos nós brasileiros, e esta cartilha do IPAM discute algumas estratégias para que o país possa utilizar seus vastos recursos naturais de modo inteligente e que as novas gerações de brasileiros possam usufruir de um clima e um ambiente saudáveis."

Para download da cartilha, acesse o site:

http://www.climaedesmatamento.org.br/biblioteca

Fonte: Clima e Desmatamento

11.5.08

III CNMA - Coletivos Educadores em Ação

Homenagem aos participantes da III Conferência Nacional de Meio Ambiente, onde foram aprovadas 650 propostas relacionadas a educação ambiental que devem permear os trabalhos de enfrentamendo das Mudanças Climáticas no Brasil.

Parabéns pela mobilização e pela ação!

II CNMA aprova mais de 650 propostas com destaque para educação ambiental

(Da agência de Notícias do MMA)

Terminou na madrugada deste domingo (11/05) a terceira edição da Conferência Nacional do Meio Ambiente, em Brasília, que teve as mudanças climáticas como tema central. O evento reuniu mais de 1.200 delegados de todo o país, que aprovaram cerca de 650 propostas na plenária final após quase cinco dias de debates. Na avaliação do secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Hamilton Pereira, responsável pela coordenação de todo o processo da CNMA, um dos destaques ficou por conta da inclusão da educação ambiental em uma parte significativa das propostas finais.


"O conjunto das políticas propostas para a área da educação ambiental chama a atenção porque revela a percepção dos setores que se mobilizaram para a conferência da necessidade de mudança do comportamento, de mudança no padrão de produção e consumo. Mostra que a sociedade brasileira recolheu esse tema, agendou, pautou e está trabalhando numa perspectiva que aponta para as gerações futuras", disse.


Para ele, a conferência ficou acima da expectativa. "Estamos coroando um processo que foi altamente amplo. Nós alcançamos todos os estados da federação e a qualidade do que vimos aqui é muito reveladora da profundidade desse processo", acredita.

Durante a conferência nacional 16 grupos de trabalho discutiram propostas de mitigação e adaptação às mudanças do clima em áreas como saúde, recursos hídricos, florestas, transporte, agropecuária, indústria, entre outras. O texto-base, formulado a partir das propostas colhidas nas mais de 700 conferências municipais e estaduais, com a participação de cerca de 100 mil pessoas, contava com mais de cinco mil proposições.


O último dia da conferência teve debates acalorados em torno de temas polêmicos como a transposição do Rio São Francisco e a construção de rodovias na Amazônia. Para a secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Thelma Krug, outros pontos aprovados na plenária também são polêmicos como o uso de plantas exóticas no reflorestamento. Para ela ainda há um preconceito em relação ao uso das exóticas apesar de elas fazerem parte de alguns biomas. "Muitas coisas poderão ser aproveitadas no plano (de mudanças climáticas) e outras terão que ser reavaliadas. Ainda não é possível definir um percentual do que será aproveitado, mas vamos trabalhar nisso", afirmou.


Segundo Hamilton Pereira, as resoluções serão consolidadas pelo Ministério do Meio Ambiente e encaminhadas ao presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva para auxiliar na elaboração do Plano e da Política Nacional de Mudanças do Clima. "Faremos com que esse material, vindo da sociedade, chegue às mãos do presidente Lula para que o governo consulte as outras áreas aqui mencionadas e venha a incorporar essas propostas no projeto de lei que será encaminhado ao Congresso Nacional", explicou.

As caras do Brasil na III CNMA

De João Malavolta, do CJ Caiçara:

O processo de construção coletiva de propostas que devem integrar as demandas oriundas da sociedade sobre qualquer questão, somente se legitimam com as diversas correntes dentro do pensamento individual produzindo efeito coletivo, quando as idéias se convergem em considerações, e essas em ação.



A III CNMA está sendo esse espaço, se observado a SOCIODIVERSIDADE presente no evento a qual congrega os mais variados setores da sociedade.

Para mostrar essa colcha étnica, registramos alguns retratos dos atores nacionais que estão representando as suas regiões e mostrando a verdadeira "cara" do Brasil.

10.5.08

A voz coletiva: depoimentos de quem participou da III CNMA

Enquanto os delegados se reuniam para a plenária da III CNMA (acompanhe o resultado final da conferência nos próximos posts), colhemos as impressões e esperanças da coletividade que circulou pela conferência. No videoclipe, uma homenagem àqueles que fazem parte da brava gente que fala, luta, critica e principalmente, acredita que dá pra fazer acontecer....

“Espero que as deliberações sejam realmente efetivadas pra gente poder trabalhar... no Semi-Árido já sentimos os problemas das mudanças climáticas; ora faz calor acima do normal, ora chove demais.. mas o que vou levar daqui é o estímulo de ter conhecido tanta gente guerreira”
(Dionísio Carvalho, Rede Ambiental do Piauí)

O movimento da conferência é intenso, pois propicia a conexão entre os atores, e a educação ambiental teve um terço dos delegados, mostrando nosso poder de mobilização... e agora? Nós da educação ambiental ainda estamos distantes da articulação política. O poder público e a sociedade civil precisam se debruçar sobre as deliberações da conferência, que foram votadas, para transformar em ações. E o papel político e articulador do educador ambiental é fundamental.”
(João Paulo Sotero, analista ambiental do Ibama, DF)

“A conferência é um momento de consolidar processos. Mas ainda não fizemos algumas deliberações propostas nas anteriores... porém, estamos no bom caminho. Precisamos saber como transformar o sonho e as políticas em práticas, cada vez mais! “
(Tita Vieira, diretora de Educação Ambiental do estado da Bahia)

“Tanta gente participando da conferência mostra que o poder público se preocupa em mobilizar, mas creio que faltam ações mais contundentes. Nós do Coletivo Jovem fizemos articulações e conseguimos dois delegados representativos, inserindo a juventude no processo. Mas o melhor de tudo é o contato com pessoas de todo o Brasil, pois descobrimos experiências para depois desenvolver em meu estado”.
Diego Emiliano Gimenez, CJ Rondônia)

“Os grupos de trabalho tiveram boas propostas para deliberar. NO GT que mais acompanhei, o de Recursos Hídricos, as discussões foram bem qualificadas. O fundamental agora é que elas virem ações do poder público, em número ainda maior da conferência anterior.”
(Adalcira Santos Bezerra, consultora de educação ambiental do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco/MMA, DF)

“O estado cumpriu o seu papel, mas agora precisamos de um conselho para controlar as deliberações aprovadas na conferência. Participamos de uma moção para transformar as CNMAs em agendas ambientais, para acompanhar as propostas... quanto ao evento em si, deixo uma sugestão: faltou interação com o ambiente local! A programação do próximo poderia incluir visitas aos biomas, para conhecer a nossa realidade socioambiental, e ainda mostrar os nossos produtos aos outros Estados.”
(Antonio Maurício Bernardes, delegado pelo DF e Sociedade Amigos das Veredas, componente do Coletivo Educador da Bacia do Descoberto, DF)

“Participei da conferência representando a comunidade tradicional indígena e acho que os saberes tradicionais têm que ser incorporados à discussão política. Fizemos uma moção para que 10% dos povos indígenas tenham cadeiras como delegados nas próximas conferências. Também queremos participar do Conselho Nacional de Recursos Hídricos”.
(Srewe da Mata de Brito, delegado pelo TO e componente da Comissão Nacional do Cerrado Sustentável. Faz parte da tribo xerente, de Tocantina, TO)

“Me identifiquei com esse evento que estou trabalhando, porque sou um cara que faço a minha parte pelo meio ambiente e acredito que isso é que faz a diferença também... gostei de trocar idéia com gente do Brasil inteiro e sugiro até um outro tema de conferência, só sobre cidadania”.
(Nei Rocha, segurança, DF)

“Para te falar a verdade, muitas pessoas estão reclamando que estamos distribuindo café em copo de plástico; aí eu vejo uma pessoa na minha frente vendendo minhocário ecológico de plástico! Isso me faz pensar que as pessoas falam, mas muitas vezes não fazem. Onde moro (cidade satélite de Samambaia-DF) nem todo mundo faz o que precisa pra melhorar o meio ambiente. Tem que educar, mas tem que ter lei também... na TV fala que a gente tem separar o lixo, eu já tenho um monte de pilhas e baterias mas nem sei pra onde levar! Ainda não dá, né?”
(Ana de Sousa, autônoma e atendente de lanchonete, DF)

Recorde de jovens marca a III CNMA

De João Malavolta, do CJ Caiçara:

Entre os avanços conquistados na III CNMA está à qualificação e a credibilidade do Movimento de Juventude e Meio Ambiente articulado pela Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentábilidade (REJUMA) e pelos Coletivos Jovens de Meio Ambiente (CJ’s), que nessa edição da conferência contou coma a participação de aproximadamente 20 delegados eleitos pelos estados e mais de 70 “jovens” que se reconheceram como “Jovens”.


A REJUMA é uma rede que surgiu para unificar os Coletivos Jovens e a sua relação com os CJ’s está na origem do movimento, no entanto o a Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade, atualmente está mais politizada pela sua força ideológica e por sua articulação nacional, que congrega jovens espalhados por todo o território brasileiro. Já os Coletivos Jovens de Meio Ambiente, se articulam nacionalmente seguindo uma tendência regional dentro do trabalho nas bases sociais, que envolve as comunidades locais.

Representando a REJUMA desde o início dos trabalhos, Rangel Artur faz uma avaliação do trabalho da rede em seus 3 anos de existência, e conclui que após essa conferência a participação dos jovens na conferência adulto dá força ao movimento. “Para a REJUMA internamente é um passo para um novo momento, porque agora vai haver mais interesse interno e externo envolvido”.

Vitórias do Movimento de Juventude e Meio Ambiente

A partir do enraizamento das idéias que movem a REJUMA e os CJ’s muitos avanços estão sendo conquistados no âmbito nacional.

Durante a Conferência Nacional de Juventude realizada em abril de 2008, que entre as 22 propostas encaminhadas, a proposta que trata da Política Nacional de Juventude e Meio Ambiente teve um número expressivo de votos e ficou com a 4º posição entre as mais votadas.
Com isso o projeto da criação da política nacional para a juventude chegou com força na III CNMA, sendo objeto de encaminhamento da juventude através de uma Moção e de uma proposta implementada dentro das proposições do grupo do eixo temático “Educação e Cidadania Ambiental”.

A questão está inserida para aprovação da plenária final da conferência que desta maneira oficializada a necessidade do apoio do Governo ao Programa Nacional de Juventude e Meio Ambiente.

Segundo Artur, com essa proposta iremos consolidar todo o nosso trabalho. “Essa política de juventude deve ser incluída no PPA (Planejamento Pluri Anual) do Governo para subsidiar e dar sustentabilidade ao movimento, e que envolva os jovens nos processos de planejamento, elaboração, execução e avaliação das ações dessa política”.

Recado da Ministra Marina Silva aos Coletivos Educadores

Circulando pelo corredores da III CNMA, a ministra Marina Silva parou para fotografias e ainda teve tempo de dar um recadinho aos coletivos educadores, sobre o seu papel no processo de enfrentamento das mudanças climáticas:


"Vocês são fortes em mobilização local, pensando políticas nas atividades do cotidiano. Lembrem-se sempre que o compromisso não pode ficar apenas nas palavras, mas se fortalecer nas atitudes!"

(foto: Cris Telles/MMA)

Evoluindo a comunicação dentro da educação ambiental

Publicado no blog Educom Verde, da jornalista e educadora ambiental Débora Menezes, em 9 de maio:

Evoluindo a comunicação dentro da educação ambiental

Estou em Brasília (DF), participando da cobertura da III Conferência Nacional de Meio Ambiente (CNMA), que é uma grande reunião de representantes do governo, terceiro setor e outros para produzir um grande documento coletivo, com propostas que devem ajudar na formulação da Política e do Plano Nacional sobre Mudança do Clima. É um processo participativo: as propostas foram construídas com representantes da sociedade civil, a partir de um texto-base proposto pelo governo (articulado em vários ministérios, inclusive o do Meio Ambiente) em conferências municipais e estaduais realizadas desde o final de 2007. Nessa conferência, delegados eleitos por estados vêm para discutir e aprovar – ou desaprovar – as tais propostas, que serão trabalhadas nos ministérios como pauta para ações de enfrentamento das mudanças climáticas nos próximos anos de gestão do atual governo.

Ajudando a escrever posts para o blog Coletivos Educadores, com o auxílio do jovem jornalista João Malavolta, acompanhei especialmente o grupo de trabalho que está discutindo educação ambiental. E me espantei com a quantidade de propostas relacionadas a conexão entre comunicação e educação entre as recomendações sugeridas. Algumas delas:

- Criar um canal de comunicação eficiente para que a comunidade seja ouvida e orientada sobre temas ligados às questões ambientais e o uso correto dos recursos naturais (AL).

- Incentivar e apoiar projetos de educomunicação socioambiental e cultural, com o objetivo de incluir os setores locais, de forma participativa, nas questões relativas às mudanças climáticas (ES).

- Criar incentivos para TVs e rádios comunitárias criarem e ampliarem programações voltadas para a proteção do meio ambiente (RJ).

A preocupação é inerente aos grupos que trabalham com educação ambiental. De um lado, a mídia é a principal difusora de informações (certas ou erradas, ou mesmo incompletas) sobre assuntos da atualidade como Mudanças Climáticas. É o assunto do momento na TV, nos jornais, na rádio... e a tecnologia – leia internet – ajuda essa difusão, ou ainda “bombardeio” de informações. E tanto a comunicação quanto a educação rendem-se muitas vezes a esse bombardeio...

Paralelamente a essa avalanche de informações (na mídia e em grupos que atuam com educação ambiental) sobre Mudanças Climáticas, o Ministério do Meio Ambiente discute há algum tempo a construção de um Programa de Educomunicação Socioambiental, dando nome e legitimação a um campo de estudos defendido por pesquisadores de comunicação da Universidade de São Paulo (USP) e utilizado na prática social de educadores socioambientais. Muitos coletivos educadores, quando conhecem o termo em oficinas e palestras, se identificam imediatamente: "puxa, eu faço essa tal de educomunicação há tanto tempo!"

Educomunicação? Sim. Graças ao esforço de todas essas pessoas, especialmente na área ambiental, esse “híbrido” de dois conceitos poderosos está sendo cada vez mais difundido, e se refletiu nas propostas do texto-base da conferência. E que bicho é esse? “Há uma percepção do censo comum sobre a interação entre educação e comunicação. E é aprofundando o conhecimento que essa convergência aparece”, lembra o diretor do Departamento de Educação Ambiental (DEA) do MMA, Marcos Sorrentino.

Ainda não ficou claro? Pense na comunicação e na educação avançando, indo além da difusão de informação... pense no conceito oferecido pela Equipe do DEA que está debulhando o tema, e que resume a educomunicação como “um campo de saberes e práticas relacionadas ao uso pedagógico da comunicação e à comunicação social educativa. Educomunicação ambiental , ou socioambiental, é um conceito político-pedagógico que assimila a experiência da Educomunicação em ações de intervenção e educação ambiental”.

No jornalismo, essa preocupação se refletiria, segundo Sorrentino, em reportagens que provoquem o questionamento das pessoas em relação ao assunto que está sendo tratado no texto – numa perspectiva de gerar uma espécie de “diálogo”. Concordo, acrescentando que é preciso clareza e preocupação com quem está lá do outro lado da ponta, lendo, vendo e ouvindo o que você escreve: será que estão realmente entendendo? E a partir desse entendimento é que podem refletir e se engajar... parece óbvio, mas na prática alguns jornalistas não o fazem, por falta de tempo, experiência, preparo ou até mesmo vontade (em alguns casos!).

E na educação ambiental, a preocupação com difundir informação para conseguir mudança de comportamento e mobilização encontra na educomunicação práticas político-pedagógicas para que a comunicação deixe de ser uma via de mão única.Ainda está difícil entender? Na prática, diversos educadores ambientais já o fazem, ainda que não saibam definir muito bem. “Na minha cidade há um programa de rádio onde as crianças das escolas locais produzem inserções falando sobre meio ambiente”, lembra o gaúcho Carlos Eduardo Pompeu Sander, educador em Passo Fundo (RS). “O meu grupo faz um jornal coletivo com as comunidades locais escrevendo pequenas matérias”, diz outro educador.

E por aí vai... há milhares de experiências acontecendo.Como conseqüência, com certeza, quem passa por esse tipo de atividade vibra mais do que receber uma cartilha de modos ecologicamente corretos, passa a enxergar a mídia de forma mais crítica, pois está produzindo suas própria informação e encontrando o que realmente importa para si. E sim, há experiências que avançam para a mobilização.

Enquanto o MMA, o NCE e outros grupos quebram a cabeça para explicar o que é educomunicação, no paralelo a prática avança. E mesmo que você não entenda o conceito teórico, não importa: faça! E busque se aprofundar em leituras que expandam a sua percepção de comunicação. Garanto que o ato de fazer um boletim ou uma cartilha dentro do seu grupo de trabalho nunca mais será o mesmo... e a forma de se relacionar-comunicar com seus pares também vai se transformar.